Como fazer uma reeducação alimentar?


Como mudar o seu estilo de vida e conquistar uma vida mais saudável

É realizado através de orientações do profissional de nutrição, o nutricionista, em que a pessoa que deseja realizar a mudança deve conhecer e incorporar em sua dieta e em sua vida um modo de vida e de se alimentar saudável.
Nas tão chamadas dietas, “antigas dietas”, o paciente passa por uma série de restrições, até perde o peso que deseja, mas quando passa o período da “dieta” ele volta a comer de forma desordenada.  Isso porque, não houve uma mudança interna. O cérebro não recebeu uma educação para agir intrinsecamente de forma corretamente, todavia, as mudanças foram apenas temporárias.

10 Dicas importantes sobre como fazer uma reeducação alimentar

  1. O primeiro passo mais importante é querer mudar a sua alimentação. Se você acha que é um sacrifício muito grande, provavelmente a dieta não vai durar muito tempo. Você tem que se sentir bem com o seu novo dia a dia e o cardápio para reeducação alimentar.
  2. Inicie aos poucos, trocando um alimento não tão saudável por um equivalente mais saudável, por exemplo, o arroz branco pelo integral, ou um produto industrializado por um natural ou orgânico. Mudar radicalmente de vez de uma hora para outra pode afetar tanto seu humor quanto seu corpo;
  3. Os maiores inimigos de uma dieta saudável são: açúcar e sal refinados, gordura ruim, sódio e carboidratos simples. Estes, que terão que ser aos poucos, diminuídos ou até cortados do seu cardápio;
  4. Para ter um melhor controle do seu cardápio para reeducação alimentar prepare as suas refeições em casa. Opte por refeições rápidas e práticas de fazer caso não tenha muito tempo.
  5. Leia atentamente os ingredientes que compõem nos rótulos dos alimentos. Evite aqueles com maior quantidade em açúcares, sódio, gorduras e carboidratos;
  6. Tente não ser tão rigoroso, nem conte tanto calorias, pense no seu cardápio ou em porções dos alimentos separado por grupos e de cores variadas. Cada cor representa um tipo de nutriente fornecido. É sempre importante, também, mastigar bem a comida, a mastigação é importante no processo da digestão e saciedade.
  7. Carboidratos são importantes, o que nos fornece energia. Porém escolha os integrais, são melhores, pois o nosso organismo digere-os mais lentamente e por isso aproveitamos a sua energia por mais tempo. Enquanto isso, o carboidrato simples de farinha branca refinada do pão francês, do macarrão ou do arroz queimam muito mais rápido. Logo, é possível que se tenha fome mais rápido, o corpo pode acabar pedindo mais comida, ingerindo então cada vez mais calorias do que deveria;
  8. Proteínas são necessárias conhecida como construtor e reconstrutor muscular. Mas, as melhores seriam as contidas nas carnes magras ou ovos, e de preferência que sejam grelhadas, assadas ou cozidas sem muita gordura.
  9. Gorduras também podem ser saudáveis, também fornecem energia. Porém, não são aquelas das frituras, dos salgados, mas, as encontradas nas oleaginosas (nozes, castanhas…) de sementes (abóbora ou gergelim, linhaça), em ômega-3, como de peixes e a gordura que vêm do abacate, etc,…
  10. Tente manter o seu cardápio ampliado e variado para reeducação alimentar e experimentar novos tipos de comidas, pois você ganhará variedade nas refeições e terá pratos enriquecidos de nutrientes. Experimente combinações diferentes, evitando assim a monotonia de comer sempre a mesma coisa.

Composição básica das refeições de um cardápio para uma reeducação alimentar balanceada

Segue abaixo o que, no geral, recomenda-se para cada refeição de um cardápio de uma alimentação saudável. As porções variam conforme a necessidade de caloria diárias e individualidade de cada um.
1- O café da manhã deve conter sucos ou fruta, derivados de leite (proteína) e alguma fibra integral (torrada, pão ou cereal matinal);
2- O almoço deve conter proteína (carne vermelha pelo menos 2 vezes por semana, frango, ovo, peixes etc), alimento rico em fibras (arroz ou macarrão integral,  linhaça), leguminosas e verduras (na maior composição), e uma possível fruta de preferência cítrica, que ajuda na digestão, pode ser em forma de suco até 100ml (no mínimo 30min após) ou em forma de sobremesa;
3- Os lanches intermediários podem conter oleaginosas (castanhas, pistache, amêndoas), frutas secas, iogurte (proteína) barra de cereais, frutas e biscoitos ou salgados fit.  Alimentos fontes de gorduras boas.
4- No jantar, o cardápio pode ser similar ao do almoço, diminuindo as porções e os alimentos ricos em carboidratos, mas com aumento de legumes e verduras.
5- Na ceia, em último caso, consumir algo leve, como mingau, chá, copo de leite, iogurte ou até mesmo uma fruta.
A maioria das pessoas não cresceram com uma educação alimentar balanceada e impecável. Enquanto criança, naturalmente, procura-se por alimentos doces e saborosos, que não necessariamente possuem valores nutritivos muito elevados. Porém, com à possibilidade de se obter muito mais informações a respeito de nutrição, que começamos a procurar maneiras de se ter uma vida mais saudável. Seja ela por diversos motivos: por relação a saúde como diabetes ou glicemia, hipertensão, colesterol e triglicérides elevados, ou, por razões estéticas.
Porém, o mais difícil é dá o primeiro passo, principalmente se o que te deixa feliz é comer aquelas guloseimas (doces, salgados) aquele prato saboroso, aquela quantidade que te deixa de barriga cheia. Mas o pensamento em abdicar-se de tudo isso é o que te deixa retardar. Qualquer mudança não é fácil, porém é preciso ter em mente que você não vai, nem precisa deixar de consumir para sempre o que você mais gosta. E sim, entender que deve haver um equilíbrio entre o que você come e o que é considerado dentro de sua mente em relação a isso, para que não haja sofrimento para o alcance dos seus objetivos.
Espero, que algumas dessas dicas, sejam inseridas nos seus hábitos, para o que começou apenas como reeducação alimentar, se torne para sempre hábitos saudáveis.

Post Author: Sydneide Paixão

Nutricionista/Administradora/Professora -Graduada em Administração pela FSBA-Salvador-Ba -Graduada em Nutrição pela FAN-Feira de Santana-Ba -Pós graduada em Prescrição de Fitoterápico e Suplementação Nutricional Clínica e Esportiva pela Estácio(FIB) -Salvador-Ba -Pós Graduada em Obesidade e Emagrecimento pela W-Pós(AVM)- Feira de Santana-Ba -Mestranda em Desenho Gestão e Direção de Projetos de Cooperação Internacional- Fundação Universitária Iberoamericana da Espanha- FUNIBER- Florianópolis-SC -Docente em Pedagogia-GESFS-Feira de Santana- Ba -Certificação Internacional em Cineantropometria ISAK Nível I- InSulBra -Técnica Administrativa-CEBRAC -Técnica em transações Imobiliárias-CETREB -Trabalha como Administradora -Nutricionista em Clínicas -Nutricionista em atendimento domiciliar pela Nutrição e Saúde-Viva Mais - Proprietária da Paixão na Mesa- Artigos para mesa posta Curso de Relações Humanas, liderança e motivação entre outros como gastronomia funcional, planejamento de cardápio, regras básicas de etiqueta e personal diet e criatividade e inovação. Meu maior foco é o bem estar e a satisfação em fazer do alimento algo prazeroso e saudável de se ver e comer. Focando na importância de se comer e saber comer dando relevância ao que se come. Levando uma nutrição adequada para prevenção de doenças e tornando uma vida mais saudável.